segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

                                             
                                                     Renato Russo 

Filho de uma família de classe média, a história do líder do Legião Urbana é uma história muito interessante de sofrimentos e de libertação. Quando jovem, Renato Russo foi vítima de uma doença óssea rara e teve de viver por mais de dois anos entre uma cama e uma cadeira de rodas. Nessa fase da vida aproveitou para ler e ouvir muita música. Daí nasceu o sonho de montar uma banda de rock. Acreditou no sonho, lutou e anos mais tarde o menino doente se transformou num dos maiores ídolos do rock nacional. 

Sem pretensões de analista musical, acredito que Legião Urbana e Renato são atemporais - característica típica das genialidades. Renato era mais do que o vocalista da banda Legião Urbana e a banda era mais que uma simples banda de rock.
Renato Russo é e será constantemente lembrado como referência da juventude brasileira porque foi um poeta que cantou e interpretou como ninguém a múltipla alma da juventude, num “mundo tão complicado”. As músicas compostas por Renato Russo continuam atuais exatamente porque tratam de temas comuns a todos nós (temais universais): amor, dor, rebeldia, crises, contrariedade diante das injustiças, etc. A juventude não precisa do moralismo hipócrita que muitos propõem. Precisa mesmo é de espaço para extravasar sua rebeldia, de oportunidades para mostrar o que sabe, de compreensão e de amor – e foi essa a mensagem dele.

Pena não ter vivido mais. Mas, como ele mesmo disse, numa de suas canções que pareciam explicar o seu futuro: “É tão estranho, os bons morrem jovens, assim parece ser quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais”.
 

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